Mídias sociais: o novo motor de crescimento para o setor hoteleiro

Marketing 06/07/2026
Foto de smartphone de cadeiras e guarda-sol na piscina de um hotel Paraty Tech Corp ao pôr do sol.
As redes sociais estão na boca de todos há anos, mas no setor hoteleiro o debate já não é se devemos usá-las, mas sim como fazê-lo bem. E essa diferença muda tudo.

Um contexto que já não admite desculpas


Os números falam por si. Só em Espanha, o Instagram conta com aproximadamente 26 milhões de usuários ativos e o Facebook supera os 20 milhões. A Meta, no seu conjunto, tem uma penetração quase total no mercado espanhol, e não apenas em termos de usuários registrados, mas de uso real e frequente. A isto devemos somar uma mudança de comportamento que se acelerou com a pandemia e que não retrocedeu: o aumento sustentado das compras online e a paulatina perda de desconfiança nos canais digitais. Como aponta Helena Muñoz, especialista em social ads da Paraty Tech:

"É uma realidade que o usuário está nas redes sociais. Desde a pandemia, houve um claro aumento das compras online, e a desconfiança em relação aos canais de compra digitais, incluindo as redes sociais, é cada vez menor".

O viajante de hoje descobre destinos no Instagram, compara no Google, inspira-se no TikTok e acaba reservando, por vezes, diretamente a partir de um anúncio no feed. O processo não é linear, mas as redes sociais estão presentes em cada passo.

O erro mais comum: confundir conversão com valor


Um dos mal-entendidos mais habituais ao avaliar o desempenho das redes sociais é medi-las apenas pela conversão direta. Esse foco é compreensível, mas incompleto.

As redes sociais participam em toda a jornada do cliente, não apenas no momento do clique final:
  • Descoberta: o usuário conhece o seu hotel pela primeira vez através de um conteúdo, um anúncio ou uma recomendação.
  • Consideração: explora o seu perfil, vê vídeos do destino, lê comentários.
  • Decisão: um retargeting bem executado, uma oferta ou um testemunho relevante terminam de inclinar a balança.
  • Fidelização: o hóspede que já se hospedou consigo pode tornar-se embaixador se a experiência nas redes continuar após o check-out.

Reduzir este ecossistema a "quantas reservas este anúncio gerou diretamente?" é perder de vista o panorama completo. As redes sociais não são apenas um canal de venda; são um ativo estratégico de marca.

META: a base de operações


Na Paraty Tech, a META, Facebook e Instagram, continua a ser a ferramenta central da nossa estratégia de social ads para hotéis. E há razões sólidas para isso:
  • Segmentação avançada: permite chegar a audiências muito específicas por comportamento, interesses, localização ou histórico de visitas ao seu site.
  • Variedade de formatos: desde criatividades estáticas até carrosséis, vídeos e anúncios dinâmicos de produto.
  • Integração com sistemas de reservas: fundamental para realizar um acompanhamento real de conversões e executar campanhas de remarketing eficazes.
  • Volume de dados: a quantidade de informação demográfica e comportamental disponível não tem equivalente noutras plataformas.
Uma boa campanha na META não gera apenas reservas diretas. Impulsiona também o desempenho do resto dos canais, reforça a notoriedade de marca e alimenta o funil de conversão no seu conjunto.

TikTok: o canal que não pode ignorar


O TikTok deixou de ser "a app dos adolescentes" para se tornar uma plataforma relevante no setor de viagens e hospitalidade. O seu algoritmo é único: premeia a autenticidade e a criatividade acima do orçamento publicitário, o que abre oportunidades reais para marcas que saibam aproveitá-las.

Mas há uma condição não negociável: precisa de conteúdo de qualidade e de uma conta ativa. O TikTok não funciona sem uma presença orgânica real. Não é um canal onde possa limitar-se a colocar dinheiro e esperar resultados; requer uma estratégia de conteúdo consistente, vídeos nativos e uma certa vontade de participar na conversa da plataforma.

Quando essas condições se verificam, o TikTok traz algo que a META não pode oferecer da mesma forma: alcance viral entre audiências emergentes que, dentro de poucos anos, serão a maior parte do mercado viajante.

Os números da Paraty Tech confirmam


Não falamos apenas de tendências do setor. Na Paraty Tech, a evolução do nosso portfólio de clientes nas redes sociais reflete exatamente este crescimento.

Em apenas dois anos, de 2024 a 2026, um crescimento de 50%, com muitos desses clientes com presença também no TikTok. Um incremento que não é por acaso, mas o reflexo de uma procura real por parte do hoteleiro, que entende cada vez mais que não se pode permitir não estar presente.

E os resultados acompanham. Só no que vai de 2026, as campanhas que gerimos geraram um ROAS médio superior a 38€. Ou seja: por cada euro investido em publicidade nas redes sociais, os nossos clientes obtiveram mais de 38 euros em valor de reservas, contabilizado em milhares. Um número que fala por si sobre o potencial real destas plataformas quando trabalhadas com estratégia.

A chave: estar onde faz sentido, não em toda a parte

Um dos conselhos que mais repetimos aos nossos clientes é este: não se trata de estar em todas as redes sociais, mas sim de estar bem naquelas que importam.

Gerir mal três plataformas é pior do que gerir bem uma. Cada canal exige um tipo de conteúdo diferente, uma voz diferente e uma frequência de publicação diferente. Sem os recursos e a estratégia adequados, a presença nas redes transforma-se em ruído.

A pergunta correta não é "deveria estar no TikTok?", mas sim "tenho o conteúdo audiovisual, a dedicação e a estratégia para o fazer bem?". Se a resposta for sim, avance. Se não, é melhor consolidar primeiro o que já funciona.

Conclusão


"Os hotéis que tratam as redes sociais como apenas mais um canal de venda estão a perder o seu verdadeiro potencial. São uma ferramenta de construção de marca, e isso tem um valor que nem sempre se vê no dashboard de conversões", comenta Helena Muñoz, Team Leader de Social na Paraty Tech.

As redes sociais são, hoje, uma peça central de qualquer estratégia de marketing hoteleiro. Não como canal de venda exclusivo, mas como parte do ecossistema digital que acompanha o viajante desde que começa a sonhar com uma viagem até a reservar, e mais além.

A META dá-nos controlo, medição e capacidade de impacto imediato. O TikTok dá-nos alcance, tendência e acesso a audiências que ainda estão para chegar. Juntas, bem trabalhadas, constroem algo difícil de imitar: uma marca hoteleira que o usuário recorda quando chega o momento de escolher onde se hospedar. E isso, no final, é o que converte.
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