Ciberataques: a segurança de voar abaixo do radar face à visibilidade das grandes OTAs
Segurança 21/07/2026
Nas últimas semanas, três meses depois e em plena época alta, começaram a sentir-se os efeitos do ciberataque que afetou dados de reservas geridos pela Booking em abril passado.
Reservas inexistentes ou alteradas, pagamentos duplicados… Este é o mais recente sinal de uma tendência que o setor tem vindo a observar há já algum tempo: campanhas de phishing dirigidas aos hóspedes, fraudes com dados de reservas, fugas de informação, entre outras. Não se trata de um caso isolado e, enquanto hoteleiro, vale a pena prestar-lhe atenção, porque quando a fraude se concretiza, pode fazê-lo com o nome do seu estabelecimento no assunto do e-mail.
Segundo noticiou o El Español, esse acesso não autorizado a dados pessoais, números de telefone, endereços de e-mail e detalhes de reservas (excluindo, felizmente, os dados financeiros) está agora a traduzir-se em reservas alteradas, pagamentos fraudulentos e viajantes que, ao chegarem ao alojamento, descobrem que já não existe disponibilidade.
O que torna estas ações maliciosas tão eficazes é que «o criminoso conhece dados reais da viagem». Como explica nessa reportagem Sergio García, diretor da empresa tecnológica i3e, sabe onde o hóspede vai ficar alojado, quando viaja e até o valor da reserva. Com essa informação, faz-se passar pelo hotel ou pela própria plataforma e solicita pagamentos adicionais ou alterações aos dados bancários. A mensagem não cheira a fraude; cheira ao seu hotel.
O pior cenário acontece quando o problema só é descoberto à chegada ao destino, depois de horas de viagem e em plena época alta. Resolver a situação é complexo e dispendioso. Muitas vezes, além disso, é difícil apurar responsabilidades e o lesado acaba por suportar despesas de alojamento ou deslocação enquanto a ocorrência é esclarecida.
A lógica do atacante é simples: vai onde o prémio é maior. As grandes OTAs gerem volumes gigantescos de reservas e de dados pessoais, e essa concentração transforma-as num alvo de enorme valor. Milhões de viagens, nomes, números de telefone e pagamentos concentrados no mesmo local são um verdadeiro íman para quem procura rentabilizar um ataque.
Importa deixar isto claro desde o início: não se trata de saber quem é mais seguro. As grandes plataformas investem fortemente em proteção. Trata-se de perceber onde os atacantes concentram a sua atenção e, por uma questão de lógica, essa atenção recai sobre quem reúne maior volume.
É aqui que o canal direto joga com uma vantagem silenciosa: voa um pouco abaixo do radar. Não concentra o mesmo potencial de recompensa, a cadeia de intermediação é mais curta e, mais importante ainda, é controlada por si. Menos intervenientes a manipular os dados do hóspede significam uma menor superfície de exposição.
Insistimos: as OTAs continuam a ser parceiras fundamentais em matéria de visibilidade e líderes em segurança. A mensagem não é tanto «afaste-se das OTAs», mas sim «não dependa de um único canal e reforce aquele que controla». Diversificar, além de ser rentável, é também uma forma de aumentar a resiliência.
Porque o hóspede não distingue nuances técnicas. Se receber uma mensagem sob a marca do seu hotel e perder o seu dinheiro, para ele o responsável será o hotel. E esse é o verdadeiro custo destas fraudes:
Grande parte da defesa passa por boas práticas de higiene digital, independentemente da origem da fuga de informação:
Há mais de 14 anos que ajudamos mais de 3.500 hotéis a potenciar a sua venda direta, com um aumento médio de 30% nas reservas diretas. E essa venda direta assenta em algo que nem sempre é visível, mas que está no centro da forma como trabalhamos: a segurança.
Na Paraty Tech, além de nos apoiarmos nos melhores parceiros, como a Google, não adquirimos a segurança através de um catálogo. Somos nós que a concebemos, desenvolvemos e operamos, com tecnologia 100% in-house, criada para o setor hoteleiro e totalmente alinhada com a nossa arquitetura de sistemas. Desta forma, não herdamos vulnerabilidades de código de terceiros e cada melhoria que implementamos para um hotel passa a proteger todos os restantes. Estar um passo à frente é a única forma de abordar esta área.
O que significa isto, na prática, para os seus dados e para os dados dos seus hóspedes:
É sobre esta base que construímos o canal direto do hotel. Cada reserva que entra pelos seus canais diretos percorre uma cadeia mais curta e mais protegida. Num contexto em que a fraude chega disfarçada de hotel, manter essa conversa em casa, e protegida, vale ouro.
Não hesite em contactar-nos para conhecer em detalhe estas e muitas outras medidas de segurança que temos implementadas para proteger o seu estabelecimento e os seus hóspedes.
Reservas inexistentes ou alteradas, pagamentos duplicados… Este é o mais recente sinal de uma tendência que o setor tem vindo a observar há já algum tempo: campanhas de phishing dirigidas aos hóspedes, fraudes com dados de reservas, fugas de informação, entre outras. Não se trata de um caso isolado e, enquanto hoteleiro, vale a pena prestar-lhe atenção, porque quando a fraude se concretiza, pode fazê-lo com o nome do seu estabelecimento no assunto do e-mail.
O ciberataque sofrido pela Booking em abril de 2026
Segundo noticiou o El Español, esse acesso não autorizado a dados pessoais, números de telefone, endereços de e-mail e detalhes de reservas (excluindo, felizmente, os dados financeiros) está agora a traduzir-se em reservas alteradas, pagamentos fraudulentos e viajantes que, ao chegarem ao alojamento, descobrem que já não existe disponibilidade.
O que torna estas ações maliciosas tão eficazes é que «o criminoso conhece dados reais da viagem». Como explica nessa reportagem Sergio García, diretor da empresa tecnológica i3e, sabe onde o hóspede vai ficar alojado, quando viaja e até o valor da reserva. Com essa informação, faz-se passar pelo hotel ou pela própria plataforma e solicita pagamentos adicionais ou alterações aos dados bancários. A mensagem não cheira a fraude; cheira ao seu hotel.
O pior cenário acontece quando o problema só é descoberto à chegada ao destino, depois de horas de viagem e em plena época alta. Resolver a situação é complexo e dispendioso. Muitas vezes, além disso, é difícil apurar responsabilidades e o lesado acaba por suportar despesas de alojamento ou deslocação enquanto a ocorrência é esclarecida.
Porque é que as grandes plataformas estão sempre na mira
A lógica do atacante é simples: vai onde o prémio é maior. As grandes OTAs gerem volumes gigantescos de reservas e de dados pessoais, e essa concentração transforma-as num alvo de enorme valor. Milhões de viagens, nomes, números de telefone e pagamentos concentrados no mesmo local são um verdadeiro íman para quem procura rentabilizar um ataque.
Importa deixar isto claro desde o início: não se trata de saber quem é mais seguro. As grandes plataformas investem fortemente em proteção. Trata-se de perceber onde os atacantes concentram a sua atenção e, por uma questão de lógica, essa atenção recai sobre quem reúne maior volume.
É aqui que o canal direto joga com uma vantagem silenciosa: voa um pouco abaixo do radar. Não concentra o mesmo potencial de recompensa, a cadeia de intermediação é mais curta e, mais importante ainda, é controlada por si. Menos intervenientes a manipular os dados do hóspede significam uma menor superfície de exposição.
Insistimos: as OTAs continuam a ser parceiras fundamentais em matéria de visibilidade e líderes em segurança. A mensagem não é tanto «afaste-se das OTAs», mas sim «não dependa de um único canal e reforce aquele que controla». Diversificar, além de ser rentável, é também uma forma de aumentar a resiliência.
Proteger a confiança do viajante é hoje tão importante como proteger o negócio
Porque o hóspede não distingue nuances técnicas. Se receber uma mensagem sob a marca do seu hotel e perder o seu dinheiro, para ele o responsável será o hotel. E esse é o verdadeiro custo destas fraudes:
- Reputação: Avaliações negativas, reclamações públicas e uma conversa que deixa de controlar. Reconquistar a confiança custa muito mais do que a reserva perdida.
- Operação: Divergências entre a informação do hóspede e a que consta no seu PMS, com a receção sobrecarregada a resolver problemas que não criou. Em agosto. Com o hotel completo.
- Confiança: É o ativo mais difícil de recuperar. Um único caso mal gerido pesa mais do que uma centena de estadias irrepreensíveis.
O que pode fazer (e recomendar ao seu hóspede)
Grande parte da defesa passa por boas práticas de higiene digital, independentemente da origem da fuga de informação:
- Proteja os seus acessos. Ative a autenticação em dois fatores na extranet e no correio eletrónico corporativo. Utilize palavras-passe únicas, robustas e revistas regularmente.
- Forme a sua equipa. A receção e as reservas constituem a primeira linha de defesa. Devem ser capazes de identificar um e-mail que solicite um pagamento fora dos canais habituais ou uma alteração dos dados bancários e saber que, em caso de dúvida, não se atua: confirma-se
- Defina um canal oficial e comunique-o. Estabeleça claramente através de que canais solicita pagamentos e através de quais nunca o fará. Sem margem para ambiguidades.
- Antecipe-se ao hóspede. Contactar quem vai chegar nas 48 horas anteriores, através do seu canal oficial, confirma a reserva e neutraliza simultaneamente o impostor. Uma mensagem tão simples como «nunca lhe pediremos um pagamento adicional por e-mail nem através de ligações» vale mais do que qualquer pedido de desculpas posterior.
Na Paraty Tech, a segurança é o núcleo, não a última camada
Há mais de 14 anos que ajudamos mais de 3.500 hotéis a potenciar a sua venda direta, com um aumento médio de 30% nas reservas diretas. E essa venda direta assenta em algo que nem sempre é visível, mas que está no centro da forma como trabalhamos: a segurança.
Na Paraty Tech, além de nos apoiarmos nos melhores parceiros, como a Google, não adquirimos a segurança através de um catálogo. Somos nós que a concebemos, desenvolvemos e operamos, com tecnologia 100% in-house, criada para o setor hoteleiro e totalmente alinhada com a nossa arquitetura de sistemas. Desta forma, não herdamos vulnerabilidades de código de terceiros e cada melhoria que implementamos para um hotel passa a proteger todos os restantes. Estar um passo à frente é a única forma de abordar esta área.
O que significa isto, na prática, para os seus dados e para os dados dos seus hóspedes:
- Pagamentos que não podem ser roubados. Não armazenamos os dados completos dos cartões. O pagamento é processado através de uma gateway externa em conformidade com a norma PCI DSS. O que não é armazenado não pode ser comprometido.
- Dados de reservas encriptados. EEm repouso e em trânsito (TLS 1.2 ou superior), com registo de todas as operações para garantir total rastreabilidade.
- Acessos protegidos. Autenticação de dois fatores (2FA) por utilizador, proteção contra ataques de força bruta, controlo por geolocalização e rastreabilidade completa de quem acede a quê, quando e a partir de onde. Inclusivamente, alertamo-lo se uma das suas palavras-passe surgir numa fuga de dados pública conhecida.
- Defesa em tempo real. Firewall própria, proteção contra bots e scraping, bem como mitigação de ataques de negação de serviço, para manter o seu motor de reservas disponível e as suas tarifas protegidas.
- Resposta forense com IA. Se os seus hóspedes forem alvo de uma tentativa de phishing, auditamos os acessos afetados e entregamos-lhe, num curto espaço de tempo, um relatório completo e datado. Saber quem acedeu, quando e a partir de onde faz toda a diferença entre reagir de forma eficaz ou ficar às escuras.
É sobre esta base que construímos o canal direto do hotel. Cada reserva que entra pelos seus canais diretos percorre uma cadeia mais curta e mais protegida. Num contexto em que a fraude chega disfarçada de hotel, manter essa conversa em casa, e protegida, vale ouro.
Não hesite em contactar-nos para conhecer em detalhe estas e muitas outras medidas de segurança que temos implementadas para proteger o seu estabelecimento e os seus hóspedes.